quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Isqueiro

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óóóóóó

Coletânea de sub-pensamentos nº 14

  1. Eu não corro mais rápido que um zord.
  2. E então ele descobriu o fantástico mundo dos downloads
  3. Doritos é o ópio do mundo
  4. Sempre que tem árvore de natal no filme é porque é Natal
  5. Qual é o gerúndio do presunto?
  6. Isso é o que eu chamo de pseudointelectualidade barata de merda.
  7. Mas restaurantes trabalham com fogo! E ainda têm esses butijões de gás inflamável?
  8. Eu nunca fui um bom DJ.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Oitenta minutos andando na chuva

...te fazem pensar

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Eu cresci meio que me reprimindo. Sabe, até em coisas pequenas, nunca me esforçava ao máximo nos video games porque não gostava de ver os outros perdendo. Nunca me esforçava para ser o primeiro em alguma coisa, por achar que outros ficariam melhor em tal condição. Nunca me poupei de emprestar coisas, mesmo que meus coleguinhas não tomassem uma droga dum cuidado.

E, conforme eu fui crescendo, fui sentindo o peso dessa auto-repressão que eu colocava a mim mesmo.
Cresci como uma pessoa realmente muito conformada. Tudo sempre esteve muito bom do jeito que esteve. Nunca precisei me esforçar muito, nunca precisei lutar por alguma coisa. E isso só serviu pra me deixar mais e mais acomodado.

Então eu aprendi que não é bem assim, e tive que enfrentar alguns obstáculos que apareceram de repente. E foi assim que eu percebi que as coisas não eram tão cômodas como eu estava acostumado. E esse impacto foi, em grande parte por causa da minha já presente negatividade, negativo. Eu comecei a duvidar cada vez mais da minha capacidade. Do meu potencial. Do meu talento.

Perdi amigos por causa da minha arrogância e estupidez.
Ganhei amigos novos, os quais eu não trato como merecem por causa da minha arrogância e estupidez.

Meu modo de ver o mundo é cada vez mais egocêntrico e pessimista. Qualquer espécie de auto-afirmação e faz sentir enojado, inclusive essas que eu mesmo escrevo. As pessoas, todas tão medíocres, querendo se fazerem especiais.
É isso, não é aquilo, blá blá blá. É tudo tão besta.

E cada vez mais e mais eu me sinto só como uma parte da grande massa. Cada vez mais e mais eu passo a desconfiar dos meus supostos talentos, cada vez mais eu me sinto mais isolado, mais ilhado. Nada de especial, só mais um.

De novo eu me conformo com a situação e creio poder levá-la exatamente como é para os próximos passos.
Cada vez eu sinto ambas minha mente e alma mais e mais vazias e cansadas.
E é assim que tem que ser, pois eu me criei assim. Eu não vou mudar pois eu me criei assim. E eu não quero a sua opinião também, porque eu me criei assim.

Outro dia eu parei pra pensar, "como você se vê daqui dez anos?", exatamente como eles fazem nalgumas entrevistas de emprego.
E foi seguindo essa linha do que eu estou me tornando que eu me vi no futuro.

Vinte e oito anos. Alguns sinais de velhice prematura, careca, rugas e olheiras. O cabelo, que já está ralo, é bem cortado e fixado com gel (aquela maneira que eu sempre odiei). Não sorri, não se expressa, não tem imaginação. Não tem brilho nos olhos.

Mora sozinho num apartamento de dois cômodos. Não tem companheiros, animais de estimação nem nada, o egoísmo talvez não permitisse, talvez fosse simplesmente o medo de perder que o fez se afastar de todos.

Vai para o trabalho cedo. Não conversa com muitas pessoas além dos colegas. Não faz o que gosta - faz o que sabe fazer.
Almoça sozinho. Os colegas não o chamam para o happy-hour. Não gosta de beber, muito menos de sair.
O contato com as pessoas é desagradavel. Prefere ir para casa e se fechar até o próximo dia. Não vê os velhos amigos, não vê a familia. E continua assim, dia após dia, apenas existindo.

E o pior, parece gostar disso.
Não que ele esteja sorrindo - ele não faz isso com muita frequencia - mas ele aproveita.
O contato pareceu cada vez menos necessário, talvez até de certa forma dispensável.
A distância que ele sempre quis ele alcançou. A solidão independente, também. A consistência da rotina, que ele sempre preferiu, agora é soberana.

Nada de diferente acontece.
E é isso mesmo que ele quer.
E cada vez eu tenho menos medo de que meu futuro realmente seja assim.
A cada diz que se passa eu me decepciono mais e mais, e não por não tentar, pois quanto mais eu tento mais eu me decepciono.
Qualquer tentativa minha é falha, acaba por não terminar, acaba decepcionando a mim e a outras pessoas.
Quanto mais eu tento ser humano, mais eu tenho medo do ser humano. E creio que vou acabar cada vez menos humano. De uma forma que vive a simplesmente uma forma que existe.

E realmente, não me parece tão ruim assim.

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Talvez eu esteja over-reagindo, mas que seja. Todo mundo tem que ter alguns momentos para 'cair na real'. Eu mesmo fiquei em dúvida se devia ter publicado isso ou não, mas achei que devia pois estaria sentindo um peso a menos sobre meus ombros.
De qualquer forma, como eu não quero conversar sobre o assunto, os comments vão ficar bloqueados e tentativas de tocar no assunto serão respondidas com o código ameixa. Insistências serão respondidas rispidamente. Bla bla bla.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Avon

"Avon" ao contrário é "Nova".
Ou seja, Avon é o contrário de nova - Velha.

O que denota o público-alvo primário da Avon - as velhas!

Por isso a Avon faz produtos cosméticos e maquiagens e etc: para as velhas se sentirem/parecerem mais novas.

Oh my gosh this is sooo clear.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Coletânea de sub-pensamentos nº 13

A coletânea anterior foi renomeada pra Coletânea de sub-pensamentos nº uma Dúzia. Porque sim.

  1. Pastel que é o advérbio.
  2. Feijoada de Sukita
  3. Uma coisa ruim em ser homem é que você nunca vai ser a esposa de ninguém.
  4. HP Lexmark Samsung Series
  5. Que bom que amanhã não é hoje. Não?...
  6. Células mortas não vão me acalmar
  7. Poucas são as escovas que me entendem.
  8. Manicure salva a relação.
¹ Na música é "conquistar", mas enfim,

Horário de Provas

Em vídeo porque eu sou apelão. q


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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Voltando a postar?

Se algum dia você começar a escrever um blog e acabar abandonando-o por um bom tempo, mas por algum motivo resolver voltar, siga a seguinte dica:

VOLTE A POSTAR NORMALMENTE COMO SE NUNCA TIVESSE ABANDONADO O BLOG.

Porque, bem, todos os blogs em condições semelhantes que eu conheci marcavam o retorno após a seca com um aviso "oi ainda não larguei esse blog de vez hein rs agora vou voltar a postar com mais frequencia" - que era seguido de nova seca e posterior abandono definitivo do blog.

Seilá, depois de tanto tempo blogando acho que eu vejo os blogs meio que como animais de estimação que não devem ser abandonados ou algo assim. '-'

Well, whatever.

PS: isso não se aplica só a blogs mas também a contas em forum, sites de colaboração, comunidades do orkut, Tumblrs, Forumsprings, qualquer coisa do tipo. Exceto twitter, eu acho.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Vai comer Linguiça

Tive um sonho ridículo e resolvi escrever como se fosse uma fábula.
Não me atrevo a chamar de poesia.

Eis que o sonho começa incerto,
O cenário é um deserto.
E eu sou o herói de um jogo,
Um espadachim com poder de fogo.

Os meus inimigos são lendários,
Gigantes e aterrorizantes.
Mas também são muito otários,
Como se não pensassem antes.

A cada um que me atacava,
Eu defendia e revidava
Como todo bom soldado
E jogador com sorte no dado.

Com o monstro derrotado,
Ganhava pontos de experiência
E meu corpo era recuperado,
O que era mais do que uma exigência:

Uma barra de HP
Não era suficiente para deter
Mais do que um monstro ou dois,
Eu cairia por terra depois!

Mas eram muitas as tropas
Mais do que eu podia contar:
Eis que uma dupla veio me atacar
E eram gigantes sem roupas!

O minotauro era um deles
Mas achava que era um porco
O outro era um frango reles
E sua arma um osso oco.

Os dois juntos derrotei
Com uma habilidade minha
E a surpresa foi que ganhei
Uma linguiça e uma coxinha.

O minotauro, mesmo no chão
Falou comigo então:
Qual das duas é a sua escolha?

Eu disse que preferia folha
E que carnes não comia
Mas o touro insistia:

"Deves escolher esse ou aquele
Ou não escolheras nenhum!
O que veio de mim ou que veio dele."
Mas meu argumento foi só um:

"Escute aqui amigo,
Você deve estar zoando comigo!
Me desculpe a desfeita,
Mas você sabe do que a linguiça é feita?"

"Linguiça é de fato nojenta,
Mas é comida que alimenta.
Se não aceitares a pedida,
Acabarão seus pontos de vida,

Se não comeres a coxinha
Também não poderás prosseguir:
Não aguentarás na rinha
E seu sangue irá sumir."

Achei estranha a proposta
De ter que comer para me recuperar
Mas ignorando esse monte de bosta
Resolvi me retirar.

Não recuperei meus pontos de vida,
E morri com um pisão.
Acordei de supetão,
Com a garganta ardida.

Moral da história: é difícil ser vegetariano numa batalha épica em cenário medieval. Elfo não conta.

domingo, 7 de novembro de 2010

Está Tudo Aqui

Qjn: "Vô, já comeu a comida da prisão?"
Vô: "Não, mas dizem que é cinco vezes superior à comida de operário."
Max: "Eu já comi a comida de escola pública."
Qjn: "É quase igual"
Riariaria.


Meu avô já estava doente há alguns meses. Complicações com o pulmão, costela quebrada, teve um AVC, coisas do tipo.

Mas desde então, a família toda ajudou para cuidar dele como pode, em casa, levando nos hospitais, fisioterapia e etc. Meus tios que o digam pois reformularam toda sua rotina para poder cuidar do vô.
Nós, no escritório que leva o nome dele, também nos desdobramos o possível para preencher a lacuna deixada por ele.

No começo foi complicado, pois ele estava sofrendo muito. Após algumas seções de UTI ele ficou mentalmente confuso. Começou a misturar as fases da vida e a realidade com a imaginação. Uma vez quando visitei ele no hospital para a "troca de turnos"entre meu pai e minha tia ele me disse (mesmo estando meio maluco) apontando para a própria testa:

"Está tudo aqui"

Eu não sei porque mas não sai mais da minha cabeça.
No começo eu encarei meio que com tom de piada, mas não é mais bem assim.

Ultima quarta-feira, volta do feriado de Finados (coincidência?...) eu senti meio que uma inspiração pra me esforçar mais no escritório.
Pedi um esclarecimento pro meu pai de uma função que eu sempre me confundia e fiz duas horas extras, só porque sim.
Enquanto isso, meus tios iam com o vô para o hospital para um procedimento de rotina no pulmão - aparentemente iam remover de vez a ferida que estava incomodando tanto.

"Mais um mês de fisioterapia e eu volto pro trabalho", ele estava convicto.

Todos estávamos convictos. Meu pai já planejava reformular o escritório caso o vô precisasse usar a cadeira de rodas, todos os colegas mandavam lembranças e perguntavam dele o tempo todo. E a resposta não podia ser diferente. "Está melhorando" (mimimi it's getting better...)

Mas, no meio da preparação para a operação, ele perdeu a luta.

Cheguei em casa depois de pegar um ônibus quase vazio e trocar um papo furado com a Gabisteca que estava voltando do curso, coincidentemente pelo mesmo ônibus.

Nada mais normal, nada fora dos conformes. Entro no meu quarto e tiro os edredons que sobraram do ultimo sleep-over que eu tivera preguiça de arrumar. Vou pro corredor, que a luz do meu quarto estava queimada.

E vejo a minha irmã no telefone, chorando pesadamente.

"O vô morreu".

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José Fernandes - Zezinho Despachante

07/07/1939 a 03/11/2010

Está tudo aqui, amigo. Incluse você.