quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Sonho da Sala Secreta

"Mano, vem ver o que eu descobri!" 

Tem alguma coisa no centro da cidade no fim da tarde/início da noite que me faz duvidar se eu estou acordado ou se estou apenas num sonho muito realista, ainda mais naqueles dias em que eu estou um pouco cansado e fico perambulando apenas para tentar colocar a minha cabeça no lugar. 
 


Na esquina da Baraldi com a Goitacazes tem uma academia, que anteriormente era uma agência do Banco do Brasil, e de frente para ela tem o Bar do China's (cujos donos não são chineses, eles resolveram manter o nome depois de comprar), e não muito longe dali tem a entrada para uma vila residencial, de sobrados, que inclusive eu morei quando era criança, mas isto não vem ao caso. 

Neste sonho o Banco do Brasil ficava no lugar do China's, apesar de ele ter mais cara de um banco Santander, e a vila ficava mais perto. 

É claro que era um fim de tarde; se não fosse, eu provavelmente teria adivinhado que era um sonho antes. 

Meu primo Alex, que sempre teve uma tendência a aventuras, um dia me chamou para ver uma coisa nessa agência do banco. 

Entramos, e, devido ao horário, não havia ninguém, nem mesmo os seguranças, mas as máquinas de autoatendimento funcionavam perfeitamente.

Eis que ele escolheu a última máquina do lado esquerdo e começou a manipular ela, como se fosse solicitar um saque ou verificar o saldo, mas pediu para eu prestar atenção.

"Olha só o que acontece quando eu faço... AHA!!" 

Enquanto a máquina solicitava que ele aguardasse, ele teclou uma sequência sem nenhum sentido, e a máquina estalou e voltou para a tela inicial. 

"Vamo, agora vem a parte legal!" 

E saímos do banco em direção à vila de sobrados, estranhamente a primeira casa à direita não tinha exatamente uma janela, mas uma fresta, mais ou menos como um guichê. 

A porta era metálica, diferente das portas dos outros sobrados que eram de madeira, e a fechadura não era de chave, mas sim eletrônica. 

Então o Alex pegou a fechadura da porta e... Estava destrancada. 

Aquela sequência no caixa de auto-atendimento, por algum motivo, destrancou essa porta eletrônica, como se fosse o interfone. 

E entramos. 

Não era uma casa, na verdade seria muito generoso dizer que aquilo era um quarto; era muito pequeno, não caberiam seis adultos em pé ali. 

Perto da janela-guichê havia uma escrivaninha com um computador, não muito velho mas não muito novo também, e tinha como se fossem duas camas, mas elas não eram compridas o suficiente para deitar, apenas para sentar (imagino que se juntasse as duas daria para deitar, entretanto) 

Do outro lado tinha uma estante de ferro com alguns papéis e caixas, nada muito interessante, e pro fundo uma saída que talvez fosse um banheiro.

Alex já foi ligando o computador e abrindo uma pasta que aparentemente era de filmes e me mandou ficar à vontade, como se ali fosse o quarto dele, ou como se ele já conhecesse o lugar bem o suficiente. 

Perguntei do que se tratava e ele me disse que ali era como uma sala de descanso dos funcionários do banco. Ele havia descoberto o "bug" da máquina e um amigo dele que trabalhava no banco disse que não havia problema nenhum em utilizar a sala, só não bagunçar nada. 

Então nós começamos a assistir ao filme, despreocupados, nesse nosso novo esconderijo que só funcionaria... Fora do horário bancário, aparentemente. 
 
 
 
 
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